Guerra de Gigantes: “Chapa da Morte” ameaça mandatos de deputados federais em MS

Bulhõesdigital
CAMPO GRANDE (MS) – A analogia política é clara: o grupo montou um “time de estrelas”, mas as regras do quociente eleitoral podem deixar craques no banco de reservas (ou melhor, na suplência). Para que a chapa eleja quatro deputados, seria necessário um desempenho histórico que poucas vezes se viu no estado. O cenário mais realista aponta para duas ou, com muito esforço, três vagas.
Os “Medalhões” em Rota de Colisão
O quarteto principal da chapa carrega currículos pesados e votações expressivas:
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Rose Modesto (União): Considerada a “puxadora de votos” do grupo. Com histórico de votações consagradoras, ela é aposta para atingir a casa dos 100 mil votos, o que ajuda a chapa, mas eleva o sarrafo para os demais.
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Geraldo Resende (União): Buscando a reeleição, Geraldo tem base forte em Dourados e histórico de entregas na saúde, mas agora enfrenta concorrência direta dentro da própria casa.
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Dagoberto Nogueira (PP): Veterano de Brasília, Dagoberto migrou para o PP após movimentações partidárias intensas e tenta manter sua cadeira em um ambiente muito mais hostil.
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Luiz Ovando (PP): Com forte apelo junto ao eleitorado conservador e médico, Ovando também luta pela reeleição em uma disputa onde cada voto de legenda será decisivo.
O Efeito “Desmanche” e as Sobras
A entrada de Dagoberto e Geraldo na chapa causou um efeito dominó. Nomes que buscavam espaço fugiram da “morte” certa para tentar a sorte em partidos com menos concorrência interna, como o Republicanos e o PSDB.
Para entender o risco, basta olhar os números de 2022:
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O PSDB fez 3 cadeiras com cerca de 316 mil votos.
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O PL e o PT garantiram 2 cadeiras cada.
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Em 2026, se o grupo União/PP não atingir uma votação total avassaladora, a disputa pelas “sobras” será uma carniceira política.
Tabela: O Cenário da “Chapa da Morte” (Projeção 2026)
| Candidato | Partido | Perfil Eleitoral | Desafio Principal |
| Rose Modesto | União | Fenômeno de votos / Capital | Confirmar o favoritismo e puxar a legenda. |
| Geraldo Resende | União | Reeleição / Base em Dourados | Superar a concorrência interna de “pesos pesados”. |
| Dagoberto Nogueira | PP | Reeleição / Experiência | Fidelizar bases após trocas partidárias. |
| Luiz Ovando | PP | Reeleição / Conservador | Manter o nicho eleitoral diante da fragmentação. |
| Alan Guedes | PP | Ex-prefeito de Dourados | Tentar surpreender os titulares como “zebra”. |
O Fator “Calda”
Na política, diz-se que uma chapa precisa de “cabeça” (grandes votados) e “calda” (candidatos médios que somam votos de legenda). O perigo deste grupo é ter muitas cabeças e pouca calda, já que muitos candidatos menores desistiram de correr o risco. Se a votação total do partido não for alta, o quociente eleitoral pode punir até quem tiver 60 ou 70 mil votos.
Imagem: Divulgação





