Eleições 2026: MS terá teste de fogo entre “Apadrinhados” e “Campeões de Voto”

Bulhõesdigital
O tabuleiro político para as eleições de 2026 começa a se definir, trazendo um embate direto entre lideranças que emergiram em ondas ideológicas e nomes tradicionais que tentam retomar o protagonismo nas urnas. Confira os principais pontos de atenção:
1. O Desafio do Partido Liberal (PL)
No PL, a expectativa é de garantir ao menos duas vagas na Câmara Federal, mas a disputa interna será acirrada entre quatro nomes de peso:
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Marcos Pollon: Foi o campeão de votos em 2022 ($103.111$ votos). Atualmente mira o Senado, mas o cenário de incerteza e a disputa interna com Capitão Contar e Reinaldo Azambuja podem forçá-lo a tentar a reeleição.
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Rodolfo Nogueira: Eleito com $41.773$ votos graças ao quociente partidário, Nogueira testará sua força como oposição consolidada, dependendo novamente da base bolsonarista pura.
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Mara Caseiro: A deputada estadual entra na briga como a “campeã da Assembleia”, vinda de uma votação de $49.512$ votos para o legislativo estadual.
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Edson Giroto: O “retorno” mais aguardado. Em 2010, Giroto obteve impressionantes $147.343$ votos. Após anos afastado por questões judiciais, ele tenta provar que ainda mantém sua base eleitoral.
2. A Volta dos Candidatos ao Executivo
Nomes que disputaram o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande recentemente agora buscam abrigo nas vagas proporcionais:
| Candidato(a) | Partido | Histórico Recente | Meta 2026 |
| Rose Modesto | União | Mais votada em 2018 ($120.901$ votos); disputou Prefeitura e Governo. | Deputada Federal |
| Marquinhos Trad | PDT | Ex-prefeito; vereador mais votado em 2024. | Deputado Federal |
| André Puccinelli | MDB | Ex-governador; disputou o Governo em 2022. | Deputado Estadual |
3. Duelo de Titãs na Assembleia: Puccinelli vs. Zeca do PT
Uma das disputas mais curiosas será pela Assembleia Legislativa. O ex-governador André Puccinelli volta a disputar um cargo proporcional após 30 anos.
A aposta: Puccinelli demonstra alta confiança, projetando uma votação que supere em 15 mil votos o seu histórico rival, Zeca do PT, que também deve concorrer ao cargo de deputado estadual.
O que está em jogo?
A eleição funcionará como um termômetro para responder a duas perguntas fundamentais:
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A força da direita: O “bolsonarismo” ainda consegue eleger candidatos com votações medianas através da legenda, ou os eleitores buscarão nomes com trabalho local consolidado?
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O recall político: Candidatos que sofreram derrotas para cargos majoritários (Governo e Prefeitura) ainda conseguem converter sua popularidade em votos para o Legislativo?
Imagem: Divulgação





