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Obra da Arauco avança mais rápido que o previsto

ALICIA MIYASHIRO

A construção da megafábrica de celulose da Arauco em Inocência está mais adiantada que o cronograma inicial e já entra na fase de maior intensidade, com previsão de até 14 mil trabalhadores no pico das obras.

De acordo com o Portal Celulose, a informação foi confirmada pelo presidente do conselho da Copec, Roberto Angelini, durante assembleia de acionistas realizada nesta semana. Segundo ele, o Projeto Sucuriú já se aproxima de 60% de conclusão.

“Hoje, tenho o prazer de anunciar que o projeto está quase 60% concluído, superando o cronograma previsto. Esta é uma conquista extraordinária, considerando a escala e a complexidade técnica da iniciativa, cujo objetivo é estar totalmente operacional até 2028”, afirmou.

Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões), o empreendimento é o maior da história da companhia e prevê uma unidade com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o que deve torná-la a maior fábrica do mundo em linha única, superando a planta da Suzano em Ribas do Rio Pardo.

A fábrica começou a ser construída em 2024, em uma área de cerca de 3,5 mil hectares, a aproximadamente 50 quilômetros da área urbana de Inocência, às margens do Rio Sucuriú. A previsão é de que a operação tenha início no fim de 2027, com alcance da capacidade plena ao longo de 2028.

Atualmente, a obra já mobiliza milhares de trabalhadores e deve atingir o ápice nos próximos meses, consolidando-se como um dos maiores canteiros industriais em andamento no País. Além da estrutura principal, o projeto inclui a implantação de uma vila habitacional com 620 casas para abrigar trabalhadores de outras regiões e até do exterior. As unidades terão entre 115 e 215 metros quadrados, padrão acima do observado em empreendimentos semelhantes no Estado.

Com a nova planta, a Arauco deve ampliar em cerca de 70% sua capacidade produtiva global. Hoje, a companhia soma aproximadamente 5 milhões de toneladas anuais de produção, com unidades no Chile, Argentina e Uruguai.

A operação em Mato Grosso do Sul também terá capacidade de geração de energia superior a 400 megawatts (MW), sendo parte destinada ao consumo interno e o excedente comercializado no sistema elétrico.

O projeto é conduzido pelo grupo chileno liderado por Roberto Angelini, que assumiu os negócios da família após a morte do tio, Anacleto Angelini, em 2007. O conglomerado atua em setores como energia, combustíveis, transporte marítimo e florestas, tendo na Arauco um de seus principais ativos globais.

Roberto Angelini
O projeto é conduzido pelo grupo chileno liderado por Roberto Angelini, um dos nomes mais influentes do setor industrial na América Latina. Engenheiro de formação, ele comanda o grupo Angelini, conglomerado que reúne empresas nas áreas de energia, combustíveis, pesca, transporte marítimo e florestas, tendo como principal ativo a Arauco.

Angelini assumiu o controle dos negócios da família em 2007, após a morte do tio, Anacleto Angelini, que construiu a base do império empresarial e chegou a ser o homem mais rico da América do Sul à época, com fortuna estimada em bilhões de dólares.

Hoje, o grupo é estruturado a partir da Empresas Copec, que controla operações em diversos setores estratégicos, incluindo energia, mineração, celulose e combustíveis, consolidando-se como um dos maiores conglomerados do Chile.

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