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A Venezuela oficializou, na tarde desta segunda-feira (5), a mudança temporária em seu comando. Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina do país, preenchendo o vácuo de poder deixado pela captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas no último sábado (3).
A cerimônia, realizada em Caracas, foi marcada por um forte tom emocional e político. O ato de posse foi conduzido pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que é irmão da agora presidente em exercício, consolidando o poder do clã Rodríguez na ausência de Maduro.
Discurso de Resistência
Em seu primeiro pronunciamento oficial no cargo, Delcy manteve a linha dura contra Washington e refutou a legitimidade da operação militar que levou o líder chavista.
“Vim com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos da América do Norte”, declarou, referindo-se a Maduro e à ex-primeira-dama Cilia Flores.
A narrativa oficial adotada pelo Palácio de Miraflores é a de que o ex-mandatário foi vítima de um ato ilegal de força, prometendo respostas políticas e jurídicas.
Maduro no banco dos réus
Simultaneamente à posse em Caracas, Nicolás Maduro e Cilia Flores enfrentavam a justiça norte-americana. Em audiência judicial nos Estados Unidos, ambos se declararam inocentes de todas as acusações.
A defesa do ex-presidente contestou a legalidade da prisão, argumentando que ele foi retirado do país de forma irregular. A Promotoria dos EUA, no entanto, sustenta acusações graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
O juiz responsável pelo caso definiu o calendário inicial do processo: a próxima audiência está marcada para o dia 17 de março. Até lá, a Venezuela segue sob o comando interino de Delcy Rodríguez, em um cenário de incerteza política e tensão diplomática máxima.
Imagem: Divulgação





