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Foco na Educação Inclusiva: Rodrigo Freitas explica manutenção de professores de apoio e ajuste em novos contratos

Bulhõesdigital

Às vésperas do processo seletivo da Educação (que ocorre neste sábado, 17), o prefeito de Cassilândia, Rodrigo Freitas, veio a público esclarecer as mudanças nos contratos temporários para 2026. Em um pronunciamento focado na transparência, o gestor explicou o desafio de equilibrar as contas públicas sem sacrificar a qualidade do ensino, especialmente para alunos com necessidades especiais.

O ponto central do debate é a contratação de profissionais de apoio. Enquanto muitos municípios de Mato Grosso do Sul estão trocando professores por “monitores escolares” (para reduzir custos), Cassilândia decidiu ir na contramão e manter professores formados dentro de sala.

“Optamos por manter professores em sala de aula, para não substituir esse atendimento por monitores e para preservar a qualidade do apoio educacional às crianças que mais precisam”, afirmou Rodrigo.

 A Matemática do Fundeb

Para sustentar essa decisão pedagógica, o prefeito abriu a “caixa preta” das finanças da Educação. A conta é simples, mas apertada:

  • O Limite: A lei do Fundeb prevê que 70% dos recursos sejam para pagamento de pessoal.

  • A Realidade em Cassilândia: Em 2025, o município gastou 88% do fundo com folha.

  • O Déficit: O repasse federal foi de R$ 24,47 milhões. Porém, o custo da folha beirou os R$ 21 milhões.

  • A Solução: A Prefeitura teve que injetar R$ 4,5 milhões de recursos próprios para cobrir o rombo.

Para 2026, com a arrecadação não crescendo na mesma velocidade das despesas, a gestão se viu diante de duas escolhas: ou contratava monitores (mais baratos), ou mantinha os professores de apoio ajustando o valor dos novos contratos.

“Eu optei por manter os professores. Para isso, foi necessário adequar os salários apenas dos futuros contratados. Os professores concursados não tiveram nenhuma alteração”, garantiu o prefeito.

 Investimentos Mantidos

Rodrigo Freitas reforçou que a responsabilidade fiscal é o que permite outros investimentos essenciais. Ele confirmou que, para este ano letivo, os alunos receberão:

  • Kit Uniforme Completo: Abrigo, calça, camiseta, meia e tênis;

  • Kit Material Escolar: Mochilas e materiais diversos;

  • Sistema de Ensino: Manutenção do material apostilado.

A gestão encerra a nota reafirmando que não há intenção de prejudicar a classe, mas de garantir que, ao contrário de outras cidades, Cassilândia continue tendo professores qualificados apoiando seus alunos especiais, mesmo diante de um cenário financeiro desafiador.

Imagem: Divulgação

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