Celulose lidera exportações de Mato Grosso do Sul em janeiro

As exportações de Mato Grosso do Sul registraram desempenho positivo em janeiro de 2026, com crescimento em produtos como carne bovina, soja, milho e ferro-gusa, contribuindo para o superávit da balança comercial estadual. No recorte setorial, a celulose manteve a liderança da pauta exportadora, concentrando cerca de um terço do valor total vendido ao exterior no período.
Apesar da posição de destaque, o setor de celulose apresentou retração em relação a janeiro de 2025, tanto em valor quanto em volume, reflexo da queda nos preços internacionais. As informações constam na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, de janeiro de 2026, divulgada nesta segunda-feira, 9, pela Assessoria de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
No acumulado do mês, o Estado exportou US$ 636,9 milhões, valor 6,39% inferior ao registrado em janeiro de 2025. As importações somaram US$ 173,9 milhões, retração de 17,1% na comparação anual, garantindo a manutenção do superávit comercial. Em relação a dezembro de 2025, as exportações recuaram 28,27% e as importações caíram 40,38%, movimento que reforça o saldo positivo no início do ano.
O comportamento do câmbio também influenciou o desempenho do comércio exterior. Em janeiro de 2026, o dólar apresentou cotação média de R$ 5,33, queda de 2,77% em relação a dezembro de 2025 e de 11,36% na comparação com janeiro do ano passado. “Em 2025, Mato Grosso do Sul alcançou um resultado histórico nas exportações, com cerca de 10 bilhões de dólares embarcados. Já em janeiro deste ano, vemos o impacto da valorização do real frente à moeda norte-americana, que contribuiu para a redução do valor exportado em dólares, mas também ajudou a conter o custo das importações”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
A China permaneceu como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com 30,6% do total embarcado em janeiro, seguida por Estados Unidos (8,45%) e Países Baixos (4,68%). Entre os municípios exportadores, Três Lagoas liderou o ranking no mês, à frente de Ribas do Rio Pardo, Dourados e Campo Grande, refletindo a concentração das vendas externas em regiões com forte presença da indústria de celulose, do agronegócio e do setor florestal. No escoamento da produção, o Porto de Santos (SP) manteve-se como principal via de exportação do Estado, respondendo por cerca de 46% do valor exportado no período.




