Cassilândia: Rodrigo Freitas explica ajuste em contratos para manter professores de apoio em sala

Bulhõesdigital
Às vésperas do processo seletivo da Educação (que ocorre neste fim de semana), o prefeito de Cassilândia, Rodrigo Freitas, veio a público esclarecer as mudanças nos contratos temporários para 2026. Em um pronunciamento focado na transparência, o gestor explicou o desafio de equilibrar as contas públicas sem sacrificar a qualidade do ensino, especialmente para alunos com necessidades especiais.
O ponto central do debate é a contratação de profissionais de apoio (para alunos com laudos). Enquanto muitos municípios de Mato Grosso do Sul estão trocando professores por “monitores escolares” (para reduzir custos), Cassilândia decidiu ir na contramão e manter professores formados dentro de sala.
“Optamos por manter professores em sala de aula, para não substituir esse atendimento por monitores e para preservar a qualidade do apoio educacional às crianças que mais precisam”, afirmou Rodrigo.
A Matemática do Fundeb
Para sustentar essa decisão pedagógica, o prefeito abriu a “caixa preta” das finanças da Educação. A conta apresentada é apertada:
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O Limite: A regra do Fundeb prevê que 70% dos recursos sejam para pagamento de pessoal.
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A Realidade em Cassilândia: Em 2025, o município gastou 88% do fundo com folha.
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O Déficit: O repasse federal foi de R$ 24,47 milhões, mas o custo da folha beirou os R$ 21 milhões.
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A Solução: A Prefeitura teve que injetar R$ 4,5 milhões de recursos próprios para cobrir a diferença.
Para 2026, com a arrecadação não crescendo na mesma velocidade das despesas, a gestão se viu diante de duas escolhas: ou contratava monitores (mais baratos), ou mantinha os professores de apoio ajustando o valor dos novos contratos.
“Eu optei por manter os professores. Para isso, foi necessário adequar os salários apenas dos futuros contratados. Os professores concursados não tiveram nenhuma alteração”, garantiu o prefeito.
Investimentos Mantidos
Rodrigo Freitas reforçou que a responsabilidade fiscal é o que permite outros investimentos essenciais. Ele confirmou que, para este ano letivo, os alunos receberão:
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Kit Uniforme Completo: Abrigo, calça, camiseta, meia e tênis;
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Kit Material Escolar: Mochilas e materiais diversos;
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Sistema de Ensino: Manutenção do material apostilado.
A gestão encerra a nota reafirmando que não há intenção de prejudicar a classe, mas de garantir que, ao contrário de outras cidades, Cassilândia continue tendo professores qualificados apoiando seus alunos especiais, mesmo diante de um cenário financeiro desafiador.
Imagem: Divulgação





