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Após caso de professora que teve vidro colocado na água por aluno, Rose Modesto defende debate sobre violência e respeito nas escolas

O caso da professora da rede municipal de São José dos Campos (SP), que denunciou ter encontrado pedaços de vidro dentro do próprio copo de água durante uma aula, reacendeu o debate nacional sobre violência, desrespeito e limites dentro das escolas. O episódio aconteceu nesta semana e ganhou repercussão após a docente publicar um vídeo emocionado relatando a situação vivida em sala de aula. Três estudantes foram suspensos pela prefeitura.

Diante da repercussão, Rose Modesto afirmou que o episódio precisa servir de alerta para o avanço de comportamentos agressivos dentro do ambiente escolar e para a necessidade de reconstrução da autoridade pedagógica nas salas de aula.

“Estamos vendo professores adoecendo emocionalmente, sofrendo agressões, ameaças e perdendo o respeito dentro da escola. Educação não pode ser um ambiente de medo. Precisamos discutir limites, responsabilidade das famílias e apoio aos profissionais que estão na linha de frente”, afirmou.

Ao comentar o caso, Rose destacou que a situação evidencia a necessidade urgente de ampliar o debate sobre todos os tipos de violência dentro das escolas, não apenas agressões físicas, mas também intimidações, ameaças, violência psicológica, humilhações e o desrespeito cotidiano enfrentado por professores e estudantes.

“Quando uma situação dessa acontece dentro de uma sala de aula, não estamos falando apenas de indisciplina. Estamos falando de uma sociedade que precisa voltar a discutir respeito, limites e responsabilidade coletiva. A escola precisa ser um ambiente seguro para alunos e professores”, destacou.

Rose também lembrou que, ainda como vereadora em Campo Grande, foi autora da Lei Municipal nº 4.854/10, voltada à conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar na rede municipal de ensino. A legislação criou ações educativas nas escolas e abriu espaço para debates permanentes sobre convivência, respeito e prevenção da violência entre estudantes.

Rose defendeu ainda o fortalecimento de políticas públicas voltadas à convivência escolar, saúde mental e mediação de conflitos dentro das unidades de ensino. Segundo ela, o aumento de episódios de violência e desrespeito envolvendo estudantes e professores exige uma resposta conjunta entre escolas, famílias e poder público.

“Não é apenas um problema disciplinar. Existe uma crise emocional, social e de valores que precisa ser enfrentada com seriedade. Precisamos fortalecer a escola, proteger os professores e recuperar a cultura do respeito”, concluiu.

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