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Rota Bioceânica: “Beijo” entre Brasil e Paraguai na ponte de Porto Murtinho acontece em maio

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Faltam apenas 101 metros para que o Brasil e o Paraguai estejam fisicamente conectados por uma das obras mais estratégicas do século XXI. A ponte estaiada, que terá 1.294 metros de comprimento, já exibe sua imponência sobre o Rio Paraguai e prepara-se para a fase de fechamento do vão central.

Após a união das estruturas em maio, a obra entrará em uma etapa de alta tecnologia, com a instalação de sensores que monitoram o esforço estrutural em tempo real.

 Tecnologia e Estrutura

A ponte não é apenas concreto e aço; ela é um organismo inteligente:

  • Monitoramento Real Time: Os pilares e os 168 cabos (estais) receberão sensores eletrônicos que detectam qualquer fadiga ou sobrecarga de veículos.

  • Segurança Fluvial: Sistemas de iluminação específicos garantirão que as barcaças de transporte continuem navegando pelo Rio Paraguai com segurança total.

  • Mobilidade: Além dos veículos, a ponte contará com gradis de proteção e uma ciclovia, permitindo a travessia de pedestres e ciclistas entre os dois países.

 O Salto Logístico para o MS

O impacto da Rota Bioceânica (Corredor Rodoviário de Capricórnio) é transformador:

  1. Encurtamento Global: Redução de 9.700 quilômetros na rota marítima para a Ásia.

  2. Ganho de Tempo: Exportações para a China podem chegar de 12 a 17 dias mais rápido, uma economia de 23% no tempo de transporte.

  3. Fluxo Comercial: A Receita Federal estima que, inicialmente, 250 caminhões cruzarão a ponte diariamente.


 Cronograma Final:

  • Maio/2026: Conclusão da Aduela de Fechamento (O “Beijo”).

  • Junho e Julho/2026: Asfaltamento, sinalização, iluminação ornamental e testes de carga.

  • Agosto/2026: Inauguração oficial e entrega da ponte.


 A Rota em Números:

Item Medida
Extensão Total 1.294 metros
Largura 21 metros
Custo de Tempo (Ásia) -23%
Cabos de Sustentação 168 estais

Análise: A ponte é o último “elo perdido” que restava para que o Centro-Oeste brasileiro deixasse de olhar apenas para o Porto de Santos e passasse a enxergar os portos chilenos de Antofagasta e Iquique como saída natural para o mercado asiático.

Imagem: Divulgação

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