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Se o agronegócio é o motor do Brasil, em 2025 ele ganhou um turbo movido a fibra de eucalipto. O ano termina confirmando a previsão de analistas: o país não apenas cresceu, mas reposicionou-se como protagonista absoluto no mercado global de celulose, impulsionado por uma transformação sem precedentes em Mato Grosso do Sul.
Com base na cobertura especializada do Portal Celulose, organizamos os cinco pilares que definiram este ano histórico:
1. A Explosão das Exportações
Os números não mentem. Logo no primeiro trimestre de 2025, o setor já mostrava a que veio, com um saldo comercial de US$ 3,73 bilhões. A celulose consolidou-se na pauta exportadora ao lado da soja e da carne.
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Produção: 6,95 milhões de toneladas (+9,9%).
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Destinos: A China aumentou suas compras em quase 35%, seguida por um crescimento robusto na Ásia/Oceania.
2. MS: O Epicentro Mundial (“Vale da Celulose”)
Mato Grosso do Sul deixou de ser apenas um estado produtor para se tornar um hub industrial. Em maio, a Assembleia Legislativa oficializou o “Vale da Celulose”, um cinturão de 11 municípios dedicados à cadeia produtiva.
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Área Plantada: 1,7 milhão de hectares (com meta de 2,7 mi para 2026).
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Emprego: Mais de 27 mil postos de trabalho gerados apenas no primeiro semestre.
3. Os Megaprojetos saem do papel
Dois nomes dominaram o noticiário: Bracell e Arauco.
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Bracell (Bataguassu): Confirmou sua sexta megafábrica, com licença prévia obtida em dezembro. Capacidade para 2,8 milhões de toneladas/ano.
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Arauco (Inocência): O Projeto Sucuriú despontou como um “game changer” global, projetando 3,5 milhões de toneladas/ano. A obra já movimenta a infraestrutura local (vide a construção da Vila Arauco, noticiada ontem).
4. Dores do Crescimento: Gente e Logística
O “boom” trouxe desafios proporcionais. O setor enfrenta um déficit de mão de obra qualificada, com uma demanda estimada de 38 mil vagas na fase de construção. Cidades pequenas, como Inocência (8 mil habitantes), vivem o desafio de infraestrutura urbana para receber milhares de trabalhadores. Paralelamente, a logística entrou na pauta prioritária, com concessões de rodovias (como a Rota da Celulose) e ferrovias para escoar a produção.
5. Agenda ESG: Sustentabilidade Real
2025 provou que produção e preservação andam juntas.
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Suzano: Parceria com BNDES para restaurar 24 mil hectares e destaque na COP30 com tecnologia de biomassa.
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Social: Empresas investindo em saneamento e infraestrutura nas cidades-sede, entendendo que o desenvolvimento precisa ser compartilhado com a comunidade.
Imagem: Divulgação





