Operação Resgate: Mutirão planta 4 toneladas de sementes em Costa Rica e Alcinópolis para salvar o Rio Taquari

Bulhõesdigital
Um verdadeiro “milagre ambiental” começou a ser plantado no solo do Norte do Estado. O Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, localizado entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis, é o palco da primeira fase do projeto Caminhos das Nascentes.
O objetivo é ambicioso e urgente: restaurar 378 hectares de áreas degradadas para salvar a bacia do Rio Taquari. Nesta etapa inicial, que começou em dezembro, 40 hectares já estão recebendo uma “chuva” de sementes nativas.
A Técnica da “Muvuca”
Para cobrir uma área tão grande e garantir que a floresta cresça forte, o Instituto Taquari Vivo (ITV) e a empresa Restaura estão utilizando a técnica da muvuca. Em vez de plantar mudas uma a uma, eles misturam mais de quatro toneladas de sementes de diferentes espécies e as espalham pelo solo preparado.
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O que está sendo plantado? Espécies nativas do Cerrado como jatobá, mutambo, mogno-bravo, sucupira, baru e faveira, misturadas a gramíneas que protegem o solo rapidamente.
Por que isso importa para o Pantanal?
A escolha do local não foi por acaso. A área entre Costa Rica e Alcinópolis apresenta declives acentuados e degradação. Quando chove nessas áreas sem vegetação, a água desce com velocidade, levando terra e areia para o rio.
Esse sedimento viaja quilômetros e se deposita no leito do rio nas partes baixas, causando o assoreamento que “sufoca” o Pantanal.
“Restaurar aqui significa atuar na raiz do problema. Trabalhamos primeiro na recomposição do solo, para que ele volte a reter água e não fique tão exposto. Assim, reduzimos a quantidade de sedimentos que descem para o rio”, explica a bióloga Letícia Koutchin Reis, coordenadora do projeto.
União de Forças
O projeto é um exemplo de cooperação. A ação conta com recursos do BNDES, Petrobras e bancos internacionais, além do apoio local fundamental:
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Prefeituras de Costa Rica e Alcinópolis.
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UFMS e Imasul.
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SOS Pantanal e Rede Flor do Cerrado.
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Comunidade local do parque.
Embora a restauração não reverta o assoreamento antigo, ela é a única forma de estancar a “sangria” de sedimentos e garantir que o Rio Taquari continue vivo para as próximas gerações.
Imagem: Divulgação





