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Lula inicia agenda internacional de 2026 no Panamá sob pressão interna e queda de popularidade

Bulhõesdigital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta semana para sua primeira missão internacional de 2026. O destino é o Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe a partir de terça-feira (27). A viagem ocorre em um cenário doméstico adverso: o governo enfrenta queda na popularidade e pesquisas de intenção de voto mostram, pela primeira vez, cenários desfavoráveis em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Para o Palácio do Planalto, a agenda no Panamá é vista como uma tentativa de reposicionar a imagem presidencial e buscar fôlego político através da diplomacia.

O Evento e a Integração Regional

O fórum, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), reunirá líderes como Daniel Noboa (Equador) e José Antonio Kast (Chile). O foco central será a integração regional e a associação formal do Panamá ao Mercosul — o primeiro país da América Central a ingressar no bloco.

Além dos debates econômicos, Lula terá uma reunião bilateral com o presidente panamenho José Raúl Mulino e visitará o Canal do Panamá, peça-chave da logística global.

Divergências sobre a Venezuela

Embora o foco seja econômico, a geopolítica deve gerar faíscas. A Venezuela é o principal ponto de discórdia:

  • Brasil: Mantém postura crítica à prisão de Nicolás Maduro pelos EUA e defende que há estabilidade no país vizinho.

  • Panamá: Alinhado aos Estados Unidos, o presidente Mulino defende publicamente a necessidade de uma transição democrática na Venezuela.

Menos Exterior, Mais Brasil em Ano Eleitoral

Diferente dos anos anteriores, 2026 será um ano de “pé no freio” nas viagens internacionais. O contraste é nítido:

  • 2023: 24 países visitados (75 dias fora).

  • 2025: 16 países visitados (52 dias fora).

  • 2026 (Previsão): Apenas 4 países, priorizando a agenda interna e a campanha eleitoral.

A redução das viagens reflete a necessidade de Lula estar presente no território nacional para conter a crise institucional e tentar reverter o crescimento da oposição nas pesquisas. O Itamaraty, porém, reforça que temas como Inteligência Artificial, segurança alimentar e energia continuam sendo prioridades da “agenda ampla” do Brasil no cenário global.

Imagem: Divulgação

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