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O dia 17 de janeiro de 2026 entra para a história da diplomacia internacional. Após mais de duas décadas e meia de idas e vindas, Mercosul e União Europeia assinam, neste sábado, o acordo de livre comércio que promete redesenhar as relações econômicas entre os dois continentes.
A cerimônia ocorre em Assunção, no Paraguai, a partir das 12h15 (horário de Brasília). O local é simbólico: o Teatro José Asunción Flores foi o mesmo palco onde, em 1991, nasceu o Mercosul.
O Maior Mercado do Mundo
O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do planeta. Na prática, ele integra um mercado consumidor gigantesco:
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720 milhões de pessoas (450 milhões na Europa + 295 milhões na América do Sul);
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Eliminação gradual de tarifas para mais de 90% do comércio bilateral.
Isso significa que, ao longo dos próximos anos, produtos agrícolas do Mercosul entrarão mais facilmente na Europa, enquanto bens industriais, máquinas e automóveis europeus terão facilitada sua entrada na América do Sul.
Quem está presente?
O Paraguai, que preside o bloco sul-americano temporariamente, recebe chefes de estado e líderes europeus:
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Javier Milei (Presidente da Argentina);
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Rodrigo Paz (Presidente da Bolívia);
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Santiago Peña (Presidente do Paraguai – Anfitrião);
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Yamandú Orsi (Presidente do Uruguai);
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Ursula von der Leyen (Presidente da Comissão Europeia);
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António Costa (Presidente do Conselho Europeu).
A Ausência Brasileira: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não viajou ao Paraguai por questões de agenda. O Brasil é representado pelo chanceler Mauro Vieira. No entanto, para demonstrar alinhamento político, Lula recebeu a cúpula europeia (Ursula von der Leyen e António Costa) ontem (16) no Rio de Janeiro, onde discutiram os detalhes finais e a implementação do pacto.
O Que Acontece Agora?
A assinatura de hoje é “protocolar”, marcando o fim das negociações técnicas e políticas iniciadas lá em 1999. Porém, as regras não valem imediatamente amanhã. O texto agora segue para a fase de ratificação:
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Aprovação pelo Parlamento Europeu;
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Aprovação pelos Congressos Nacionais de cada país do Mercosul.
A expectativa é de uma implementação gradual, mas o passo dado hoje em Assunção é considerado irreversível para a integração econômica dos dois blocos.
Imagem: Divulgação





