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REINO UNIDO – A manhã desta quinta-feira (19) marcou um capítulo sem precedentes para a coroa britânica. O ex-príncipe Andrew foi preso pela Polícia do Vale do Tâmisa em sua residência em Sandringham, Norfolk. A acusação, segundo a BBC, é de má conduta em cargo público, um crime grave relacionado ao período em que ele atuou como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimento.
A detenção ocorre após um avanço crucial na análise dos arquivos de Jeffrey Epstein, o financista americano condenado por crimes sexuais, com quem Andrew mantinha laços estreitos.
A Investigação: Do Escândalo Sexual à Espionagem
Embora Andrew já enfrentasse acusações de agressão sexual contra Virginia Giuffre (que ele nega veementemente), o foco desta nova investigação é de natureza política e institucional:
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Quebra de Confiança: As autoridades suspeitam que Andrew teria utilizado sua posição oficial para repassar informações de Estado a Epstein.
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Arquivos de Epstein: A divulgação de milhares de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA teria fornecido as provas necessárias para a operação policial de hoje.
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Busca e Apreensão: Além da prisão, a polícia realiza buscas em endereços ligados ao ex-membro da realeza em Berkshire e Norfolk.
A Declaração da Polícia
Em nota oficial, a Polícia do Vale do Tâmisa confirmou a prisão de um “homem de sessenta e poucos anos”, seguindo o protocolo britânico de não citar nomes antes da acusação formal, mas os detalhes coincidem com a situação de Andrew.
“Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno”, declarou o chefe de polícia adjunto, Oliver Wright.
O Impacto na Monarquia
Andrew já havia sido afastado de suas funções públicas e perdido seus títulos militares e patrocínios reais em 2022. No entanto, sua prisão sob custódia policial coloca o Rei Charles III em uma posição extremamente delicada, enquanto o governo britânico tenta isolar a instituição da monarquia do escândalo jurídico.
Imagem: Divulgação





