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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido, nesta quinta-feira (15), da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda — local conhecido como “Papudinha”. A mudança atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro, que está detido desde novembro do ano passado e cumpre pena de 27 anos e três meses, teve a transferência autorizada visando melhores condições para cuidados de saúde e banho de sol.
Como é a ‘Papudinha’?
A nova acomodação do ex-chefe do Executivo possui uma infraestrutura diferenciada em relação ao cárcere comum. São 64,83 m² de área total (sendo cerca de 54 m² de área coberta). O espaço conta com:
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Quarto: Mobiliado com cama de casal, armários e televisão;
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Cozinha: Espaço apto para preparo e armazenamento de alimentos;
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Área de Serviço: Lavanderia e banheiro privativo com chuveiro elétrico.
Saúde e Rotina
A transferência foi impulsionada, em parte, por questões de saúde. Na última semana, Bolsonaro precisou de atendimento hospitalar após sofrer uma queda na cela da PF.
Na “Papudinha”, a rotina será adaptada às recomendações médicas. O ex-presidente terá liberdade para realizar exercícios físicos a qualquer hora do dia. Para isso, serão instalados equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta ergométrica.
A alimentação será composta por cinco refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia).
Visitas Ampliadas
O regime de visitas também sofreu alterações. Diferente da restrição anterior, agora os encontros poderão ocorrer duas vezes por semana (quartas e quintas-feiras), em três turnos diferentes (manhã e tarde), permitindo maior contato com familiares e advogados.
Contexto da Prisão
A defesa do ex-presidente vinha solicitando a conversão da pena para prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo STF. Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 no âmbito de inquéritos sobre tramas golpistas.
Aliados e a defesa sustentam a tese de “perseguição política” e criticam a severidade da pena, apontando o processo como uma estratégia para enfraquecer a direita no cenário eleitoral de 2026.
Imagem: Divulgação





