Escândalo na Câmara: Justiça afasta servidoras de Paranaíba por suspeita de fraude e desvio de mais de R$ 110 mil

Bulhõesdigital
Uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) caiu como uma bomba na política de Paranaíba nesta quinta-feira. O juiz Edmilson Barbosa Ávila determinou o afastamento imediato de duas servidoras da Câmara Municipal, acusadas de montar um esquema de falsificação de documentos e peculato (desvio de dinheiro público).
A decisão atende a uma denúncia do promotor Ronaldo Vieira Francisco. As servidoras estão proibidas de entrar na Casa de Leis e tiveram acessos aos sistemas bloqueados.
O Esquema: “Aumento na Canetada”
Segundo o inquérito, entre 2022 e 2023, as funcionárias usaram seus cargos para falsificar requerimentos de aumento salarial para elas mesmas.
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O Modus Operandi: Elas reutilizavam protocolos antigos e falsificavam portarias para dar aparência de legalidade aos aumentos.
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Assinatura Falsa: Uma das servidoras é acusada de falsificar a assinatura do então presidente da Câmara, Edmar Pires da Silva Júnior (Dólar), para ganhar poderes financeiros indevidos.
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Golpe das Férias: Houve também fraude no sistema de férias, convertendo 30 dias em dinheiro (quando o permitido eram 15), gerando prejuízo extra.
O Prejuízo
O MPE estima que o rombo nos cofres da Câmara ultrapasse R$ 110 mil (sendo R$ 80 mil em salários indevidos e R$ 30 mil na fraude das férias).
A atual presidente da Câmara, Wanice Luciana de Oliveira, já publicou portaria cumprindo a decisão judicial. O processo tramita agora sem sigilo, dada a gravidade do uso de dinheiro público.
Imagem: Divulgação





