Direitos Humanos: ALEMS sedia seminário estadual de combate à violência contra idosos em meio a salto de 63% na população da terceira idade em MS

Bulhõesdigital
O Parlamento Sul-Mato-Grossense se transformará no epicentro dos debates sobre longevidade, segurança e dignidade social. Na próxima quarta-feira, 8 de julho de 2026, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) sediará o 11º Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa.
O evento, capitaneado pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (instituída pelo Ato da Mesa Diretora 33/2023), ocorrerá no Plenário Júlio Maia e reunirá a cúpula do Judiciário, da Segurança Pública, da academia e da assistência social para traçar um diagnóstico sobre as violações de direitos no estado.
Radiografia do Envelhecimento em Mato Grosso do Sul
Os debates ganham urgência devido a uma rápida e profunda transição demográfica enfrentada pelo estado, que vê sua base populacional envelhecer em ritmo acelerado:
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Contingente Atual (2026): MS conta com 391.079 pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 14,18% da população total do estado;
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Crescimento Explosivo: Em 2010, o número de idosos era de 239 mil. Em pouco mais de uma década, houve um salto de 63% nesse grupo demográfico;
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Vulnerabilidade de Gênero: O relatório nacional que subsidiará o evento aponta que as mulheres representam 67,4% das vítimas de violações e violência doméstica contra a pessoa idosa.
Painel de Indicadores de Vulnerabilidade em Debate
O seminário apresentará dados inéditos que cruzam saúde, habitação e mercado de trabalho, revelando os principais gargalos socioeconômicos da terceira idade em MS:
| Eixo Analisado | Indicador Crítico em Mato Grosso do Sul | Impacto Prático na Rede de Proteção |
| Alfabetização | 94,61% das pessoas idosas são alfabetizadas | Apenas 10 municípios do estado conseguem superar essa média nacional. |
| Habitação Humana | 124 mil idosos não possuem banheiro ou sanitário em casa | Índice alarmante com maior incidência sobre populações pretas, pardas e indígenas. |
| Mercado de Trabalho | Queda de 2.413 postos formais para maiores de 65 anos | Dados consolidados apontam retração na contratação e aumento de desligamentos. |
| Saúde e Longevidade | Mulheres vivem 4 anos a mais que os homens em MS | A faixa de 60 a 64 anos concentra a maior taxa de internações por dengue e zika. |
Cronograma Oficial do Seminário (Quarta-feira, 08/07)
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13h00 – Credenciamento dos participantes e recepção no Plenário Júlio Maia;
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13h15 – Abertura cultural e institucional com a Mesa Diretora;
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13h30 – Lançamento do material educativo “Estatuto da Pessoa Idosa: Aprendizado, Memória e Direito em Jogos” (ferramenta lúdica para difusão de direitos);
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13h40 – Mesa Única de Debates: “A violência contra a pessoa idosa: entre a invisibilidade e os limites da proteção” (Com participação da Seadhad, Subsecretaria da Pessoa Idosa, UEMS e Defensoria Pública);
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14h40 – Plenária Dirigida: Análise técnica de dados do envelhecimento em MS, sob a coordenação do especialista Eduardo Ramirez Mezza.
A iniciativa da ALEMS em sediar este 11º Seminário Estadual coloca o dedo na ferida de um problema que a sociedade sul-mato-grossense teima em empurrar para debaixo do tapete. Com um crescimento impressionante de 63% na população idosa em pouco mais de dez anos, o estado não pode tratar o envelhecimento apenas como uma estatística de fim de página. Saber que mulheres representam mais de 67% das vítimas e que 124 mil idosos sequer possuem um banheiro digno em suas residências é um soco no estômago. O lançamento de materiais interativos sobre o Estatuto do Idoso e a junção de forças entre a Defensoria Pública e a UEMS mostram que a Frente Parlamentar quer sair do discurso e criar mecanismos práticos de denúncia e acolhimento. Proteger os nossos idosos é proteger a nossa própria história e garantir que o avanço da idade não seja sinônimo de abandono, invisibilidade e sofrimento.
Imagem: Divulgação




