Crime em Família: Polícia Civil prende homem por estupro continuado contra a filha em Camapuã

Bulhõesdigital
CAMAPUÃ (MS) – O ciclo de violência foi quebrado após a vítima fazer uma revelação espontânea à equipe pedagógica da instituição onde estuda. A diretora da escola agiu imediatamente, acionando o Conselho Tutelar, que encaminhou a jovem para atendimento médico e formalizou a denúncia na delegacia. Segundo o relato, o último abuso teria ocorrido na noite de quarta-feira (25/03), poucas horas antes da denúncia.
A Resposta das Autoridades
O Delegado Gustavo Detomi autuou o investigado em flagrante na fazenda onde ele residia e trabalhava, no distrito de Pontinha do Cocho. Os detalhes do inquérito são alarmantes:
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Histórico de Abuso: A vítima sofria violência sexual sistemática desde os 11 anos de idade.
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Coerção: O pai utilizava ameaças de morte contra a filha e outros familiares para garantir que o crime não fosse revelado.
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Provas Periciais: O atendimento médico inicial e o exame sexológico forense no IML confirmaram os vestígios de violência, corroborando o depoimento da adolescente.
Enquadramento Penal
O suspeito foi indiciado por crimes graves, com agravantes que podem elevar consideravelmente a pena:
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Estupro (Art. 213 CP): Pela violência e ameaça.
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Estupro de Vulnerável (Art. 217-A CP): Pelos atos cometidos quando a vítima tinha menos de 14 anos.
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Causa de Aumento (Art. 226, II CP): Pelo fato de o autor ser pai da vítima, o que agrava a tipificação do crime.
Fluxo da Rede de Proteção: Caso Camapuã
| Etapa | Ação Realizada |
| Denúncia | Revelação espontânea na Escola |
| Acolhimento | Conselho Tutelar e Atendimento Médico local |
| Investigação | Perícia no IML e Diligências da Polícia Civil |
| Prisão | Captura do suspeito na zona rural (Pontinha do Cocho) |
| Situação Atual | Suspeito preso; Vítima sob proteção do Conselho Tutelar |
A Importância do “Olhar Atento” nas Escolas
Este caso demonstra que a escola é, muitas vezes, o único ambiente seguro onde uma vítima de abuso doméstico consegue pedir ajuda. A agilidade da diretora e da equipe pedagógica em seguir o protocolo de proteção foi fundamental para salvar a adolescente e garantir que o agressor fosse retirado de circulação.
Imagem: Divulgação





