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Uma comitiva de prefeitos de Mato Grosso do Sul, liderada pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), uniu-se nesta terça-feira (24) a mais de 1,2 mil gestores brasileiros em uma mobilização nacional na capital federal. O objetivo é frear propostas legislativas que podem criar um rombo de até R$ 270 bilhões nos cofres municipais em todo o país.
O movimento, organizado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), aponta que o Congresso Nacional discute medidas que ampliam despesas locais sem indicar de onde virá o dinheiro para pagá-las.
Representantes de Mato Grosso do Sul na Mobilização
A força política do estado foi marcada pela presença de diversos prefeitos, entre eles:
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Thalles Tomazelli (Itaquiraí – Presidente da Assomasul);
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José Natan (Aparecida do Taboado);
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Manoel Nery (Camapuã);
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Sérgio Barbosa (Amambai);
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Clarice (Sonora);
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Gabriel Boccia (Bela Vista);
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Heliomar Klabunde (Paranhos).
As “Bombas Fiscais” em Pauta
A preocupação dos gestores gira em torno de temas que afetam diretamente o orçamento do dia a dia das cidades:
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Piso do Magistério: A defesa é pela valorização dos professores, mas com um reajuste que os municípios consigam pagar. Hoje, a folha da educação consome cerca de um terço do orçamento municipal.
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Novos Pisos e Encargos: Projetos que criam pisos salariais para outras categorias e aposentadorias especiais (como para agentes de saúde e endemias) sem repasse federal correspondente.
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Contribuição Previdenciária: A discussão sobre a reoneração gradual da alíquota paga pelas prefeituras à previdência.
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Imposto de Renda: Mudanças que podem reduzir a fatia que os municípios recebem deste imposto.
Impacto Real no Cidadão
Para o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, a conta é simples: se o município gasta tudo com folha e encargos impostos por Brasília, sobra menos para asfalto, remédios e merenda.
“O equilíbrio fiscal é o que garante que o posto de saúde funcione e que o investimento em infraestrutura continue chegando na ponta, para o cidadão”, reforça a entidade.
Próximos Passos
A agenda em Brasília inclui reuniões diretas com as bancadas federais e lideranças do Governo Federal para apresentar os estudos técnicos da CNM. Os prefeitos buscam sensibilizar os deputados e senadores para que nenhuma nova despesa seja aprovada sem que a fonte de custeio (o dinheiro para pagar) seja carimbada junto.
Imagem: Divulgação





