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BRASÍLIA – A reunião presencial serve para que a Polícia Federal entregue um relatório minucioso sobre os avanços da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Desde que substituiu o ministro Dias Toffoli na relatoria em 12 de fevereiro, Mendonça tem tomado decisões que visam desburocratizar o trabalho investigativo.
O que muda com a nova relatoria?
Diferente da gestão anterior do processo, André Mendonça estabeleceu novas diretrizes para a PF:
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Autonomia para Perícias: A PF agora tem autorização para adotar o fluxo ordinário na análise de cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos, sem a necessidade de validações constantes para cada etapa técnica.
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Diligências Diretas: O ministro permitiu que a PF realize oitivas de investigados e testemunhas sem depender de autorização judicial prévia para cada ato, desde que respeitados os limites legais.
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Custódia do Material: Todo o material apreendido ficará sob a guarda direta da Polícia Federal, otimizando o planejamento operacional.
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Redução do Sigilo: O sigilo dos autos passou do nível máximo para o Nível III. Essa mudança, embora mantenha o processo fechado ao público, permite uma distribuição técnica mais eficiente entre os peritos habilitados.
Entenda a Operação Compliance Zero
A investigação foca em um suposto esquema de fraudes financeiras. A PF alegou ao STF que a complexidade do material apreendido exigia uma distribuição de tarefas baseada em critérios administrativos e técnicos, pedido que foi prontamente atendido por Mendonça para evitar o represamento das provas.
Resumo da Atuação do STF no Caso:
| Relator Atual | Início da Relatoria | Status do Sigilo | Foco das Medidas |
| André Mendonça | 12 de Fevereiro de 2026 | Nível III (Padrão) | Autonomia pericial e agilidade investigativa. |
Imagem: Divulgação




