Adeus ao CPF na nota: Reforma Tributária torna CNPJ obrigatório para todos os produtores rurais a partir deste ano

Bulhõesdigital
O ano de 2026 marca o início de uma nova era fiscal para o agronegócio brasileiro. A partir de agora, todos os produtores rurais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, estão obrigados a possuir CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) para o exercício de suas atividades.
A medida, impulsionada pela Reforma Tributária, transforma em regra nacional o que antes era exigência apenas em alguns estados (como São Paulo). O objetivo é uniformizar a emissão de notas fiscais e preparar o terreno para os novos tributos que entrarão em vigor de forma definitiva em 2027.
2026: O Ano de Transição
Especialistas alertam que 2026 funcionará como um “ano de teste” e adaptação. Embora muitos produtores ainda estejam emitindo documentos via CPF neste início de ano, a migração para o CNPJ é inevitável e deve ser feita com planejamento.
Para dar conta da demanda massiva de novos registros, a Receita Federal adotará um CNPJ alfanumérico (combinando letras e números).
“Quem ainda utilizava apenas o CPF precisará se adaptar, e essa adaptação deve ser feita com planejamento, porque o CNPJ será a base de toda a vida fiscal do produtor nos próximos anos”, alerta a advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro.
Alerta Vermelho: Propriedades em Vários Estados
O ponto de maior atenção é para produtores que possuem fazendas em unidades federativas diferentes (por exemplo, uma terra em Mato Grosso do Sul e outra em Goiás ou São Paulo).
Segundo o advogado Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro, não basta abrir qualquer CNPJ.
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A Regra: Produtores com fazendas fora do estado de origem precisarão estruturar os novos registros como filiais.
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O Cuidado: É obrigatório manter a mesma composição societária (os mesmos sócios/donos) em todos os registros.
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O Risco: Erros nesse processo de vinculação entre matriz e filial podem gerar sérios problemas fiscais e travar a emissão de notas.
Por que se regularizar agora?
A recomendação jurídica é não deixar para a última hora. A organização documental feita agora evitará inconsistências cadastrais quando o novo sistema tributário estiver rodando plenamente.
A advogada Viviane Morales reforça que a informação especializada é a melhor defesa do patrimônio neste momento:
“O produtor rural precisa enxergar o CNPJ não como uma obrigação isolada, mas como uma peça-chave para sua segurança tributária. Quem entrar nesse processo sem planejamento corre o risco de enfrentar problemas fiscais no futuro.”
Resumo: O que muda para o Produtor Rural?
| Antes | A partir de 2026 (Reforma) |
| Documento: Uso majoritário do CPF para emissão de notas em muitos estados. | Obrigatoriedade do CNPJ para todos (nacional). |
| Formato: Apenas numérico. | CNPJ Alfanumérico (letras e números) devido à alta demanda. |
| Multiestadual: Regras variavam conforme o estado. | Unificação: Propriedades em outros estados devem ser filiais com mesma composição societária. |
| Foco: Controle estadual. | Foco: Preparação para novos tributos federais (IVA) em 2027. |
Imagem: Divulgação





