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Compra de voto e processo judicial: saiba quem entra e quem sai em caso de condenações de deputados

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul realizou a primeira “retotalização” de votos após a eleição do dia 4 de outubro no Estado. A sessão não alterou cadeiras, mas suplentes e  titulares estão de olho em outros casos que podem provocar mudanças no legislativo estaduais.

Nesta lista está o deputado Jamilson Name (PP), que teve os 35.211 votos anulados após um ministro do TSE rejeitar o registro de candidatura. Com isso, o PL chegou à nona vaga, para Márcio Fernandes.

Se Jamilson conseguir decisão favorável no pleno do TSE, os votos dele serão validados e ele ganha a vaga de Márcio Fernandes. Esta é a única mudança com a decisão em processo que ainda tramita no TSE.

O caso de Jamilson já tramita, mas outros dois ainda rondam no campo da especulações nos bastidores da política .

Lídio Lopes (Avante) e Márcio Fernandes (PL) não tiveram votos anulados, mas foram alvos de operações policiais por supostas compras de votos. Não há condenação, mas os casos já levantam especulações sobre o que poderia ocorrer, o que fez a reportagem adiantar para o leitor.

As simulações foram feitas em caso de eventuais condenações dos deputados, o que ainda não ocorreu. Confira os diferentes cenários possíveis:

Primeiro cenário – sem os votos de Jamilson, Lídio Lopes e Márcio Fernandes

Caso Jamilson seja barrado no TSE e Lídio e Márcio Fernandes sejam condenados por compra de voto, o MDB fica com a segunda cadeira, para Junior Mochi,  e o PSDB conquista a quarta, para o vereador Silvio Pitu.

Segundo cenário – com Jamilson e sem os votos de Lídio e Márcio

Se Jamilson conseguir o registro e Márcio e Lídio forem condenados, a Federação União PP fica com a Vaga do PL, para Jamilson Name, e o MDB, com Mochi, ganha a vaga de Lídio Lopes.

Terceiro cenário

No cenário com Jamilson conquistando o registro, Lídio sem condenação e apenas Márcio perdendo os votos, apenas o PL perde a cadeira (Márcio sai para a entrada de Jamilson).

Quarto cenário

Em um novo cenário, com Jamilson aprovado no TSE e apenas Lídio sem os votos, Márcio Fernandes fica com a vaga do Avante.

Quinto cenário

No sexto e último cenário, sem Jamilson, sem Lídio e com Márcio Fernandes, o PL mantém as nove cadeiras e o MDB chega à segunda cadeira, com Junior Mochi

Caso Lídio

No dia 1 de outubro,  a Polícia Militar de Iguatemi prendeu, em flagrante, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão.

O ex-vereador foi abordado com, aproximadamente, R$ 130 mil em espécie e santinhos do candidato a deputado estadual, Lidio Lopes (Avante). O ex-vereador estava nomeado no gabinete do deputado.

Caso Márcio

No dia 25 de setembro, a Polícia Federal flagrou o deputado Marcio Fernandes sacando R$ 100 mil na boca do caixa. Após abordagem, ele foi levado para prestar esclarecimento. A polícia esteve na residência e comitê da campanha.

Caso Jamilson

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Sebastião Reis Junior, indeferiu o registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), que concorre à reeleição em Mato Grosso do Sul.

Jamilson conseguiu a aprovação do registro do Tribunal Regional Eleitoral, mas o Ministério Público Eleitoral apresentou recurso no TSE, alegando  existência de condenação do recorrido por participação em organização criminosa e que tal cenário resultaria no descumprimento de condição de elegibilidade na forma como decidido pelo TSE no REspEl nº 0600242-56/RJ, de relatoria do eminente ministro Antônio Carlos Ferreira.

investigams.com.br

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