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Candidatos correm contra o tempo para levarem eleição para o 2° turno em MS

Wendell Reis

Os adversários de Eduardo Riedel (PP) na corrida pelo Governo do Estado precisarão, literalmente, correr contra o tempo para reverterem os números negativos publicados nas primeiras pesquisas após o lançamento das candidaturas.

Riedel tem como vantagem, além do tempo da propaganda política (onde aparece em 70% da propaganda gratuita na rádio e televisão), poucos dias para campanha. Comparando com o futebol, é como se ele estivesse vencendo e aguardando o término de um segundo tempo morno para fechar a fatura.

As pesquisas divulgadas mostram que se nada mudar, Riedel vencerá a eleição no primeiro turno, mas os adversários apostam justamente nesta reta final para virar o jogo, mesmo sem tempo na televisão e a estrutura do governo, que tem o apoio de todos os 79 prefeitos.

Na propaganda, Riedel tem focado em mostrar o que conseguiu fazer nestes primeiros quatro anos, que somam-se aos oito da gestão de Reinaldo Azambuja, onde ele também estava, como secretário de Governo e até de Obras, por um curto período.

Enquanto isso, adversários focam no que não foi feito, afirmando que já são 12 anos de um governo que não resolve os principais problemas da população de Mato Grosso do Sul.

Na frente e com possibilidade de ganhar no primeiro turno, Riedel também deve usar como estratégia a falta aos debates. A previsão é de que ele vá apenas em dois, já na reta final da campanha. Caso vá mal, o calculo é de que não haverá tempo para uma virada, como ocorreu na anterior, onde Jair Bolsonaro declarou apoio a Contar, que atropelou todo mundo e chegou ao segundo turno.

Neste ano, até o momento, não há, pelo menos durante a campanha, algum escândalo de corrupção ou de vida pessoal capaz de mudar os rumos da eleição.

As operações que indicaram escândalos na saúde e educação, ou que envolveram peças importantes na secretaria de Obras, não tiveram desdobramentos no momento e também foram pouco explorados pelos adversários até o momento.

Riedel tem como vantagem o fato de, pelo menos até este período da campanha, as operações como a do escândalo na Regulação da Saúde não terem colado na pessoa dele. Na prática, é como se as pessoas tivessem críticas ao governo, mas não a figura de Riedel.

Outro ponto que pode ser favorável é o pouco reflexo que uma gestão estadual tem diretamente na vida das pessoas. Ela é diferente de uma municipal, onde um buraco na rua ou a falta de um asfalto é facilmente notado.

Por falar em asfalto, o tema deve ser debatido na campanha, porque Riedel prometeu e disse que sabia como asfaltar todas as ruas do Estado, o que passou muito longe de concretizar. Na Capital, por exemplo, não é preciso ir muito longe para identificar este problema. São mais de mil quilômetros de rua não pavimentadas.

investigams

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