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O acúmulo de efluentes com alta carga de nutrientes liberados por indústrias do setor de celulose passou a provocar o avanço acelerado de macrófitas no lago da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera, na região de Bataguassu. Registros aéreos captados nas proximidades da ponte sobre a rodovia MS-395, na foz do Rio Pardo com o Rio Paraná, mostram densas colunas de vegetação flutuante, estendendo para o terceiro maior reservatório do país um impacto ambiental anteriormente concentrado em represamentos menores.
Efluentes Industriais e Pressão sobre a Bacia Hidrográfica
O desequilíbrio hídrico está associado ao aporte contínuo de fósforo e outros compostos orgânicos nos mananciais que formam a bacia regional:
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Efeito Cumulativo: O reservatório de Porto Primavera, que abrange cerca de 230 mil hectares, recebe águas impactadas pelo descarte diário de aproximadamente 206 milhões de litros de efluentes da unidade fabril de Ribas do Rio Pardo, somados aos rejeitos das indústrias em atividade em Três Lagoas.
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Perspectiva de Ampliação: A carga orgânica nos rios tende a aumentar com a futura operação de novas plantas industriais no estado, como o empreendimento em construção em Inocência — com descarte previsto no Rio Sucuriú — e o projeto fabril planejado para o próprio município de Bataguassu.
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Precedente no Rio Pardo: A multiplicação desenfreada de macrófitas repete o processo de eutrofização visto no lago da PCH Mimoso (1,5 mil hectares), que teve o ecossistema severamente comprometido pelo excesso de matéria orgânica.
Cobrança por Fiscalização e Ações de Contenção
O avanço da vegetação flutuante repercutiu no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Pedro Caravina cobrou posicionamento do Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a respeito da autorização concedida para a abertura das comportas da PCH Mimoso, manobra que liberou toneladas de plantas aquáticas curso abaixo em direção a Bataguassu.
O parlamentar exigiu a apresentação de laudos técnicos que embasaram a decisão, além da adoção de medidas emergenciais para a retirada mecânica da biomassa vegetal e o bloqueio do fluxo para evitar o agravamento da crise no espelho d’água do Rio Paraná.
Imagem: Divulgação





