Regiões Pantaneira, Norte e Nordeste de Mato Grosso do Sul entram em alerta alto para incêndios florestais

Bulhõesdigital
As regiões do Pantanal, Norte, Nordeste e Bolsão de Mato Grosso do Sul estão sob alerta alto para o risco de incêndios florestais no trimestre de agosto, setembro e outubro de 2026. A situação crítica foi detalhada no relatório do Monitoramento de Incêndios Florestais do Estado, elaborado de forma conjunta pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS).
O levantamento revela uma alta expressiva na área queimada do bioma Pantanal. Apenas nos quatro primeiros dias de agosto, houve um salto de 663,4% nos focos em comparação ao mesmo período de 2025. O cenário pantaneiro contrasta com o desempenho do Cerrado e da Mata Atlântica no estado, que registraram quedas de 44,5% e 35,9% na área atingida por fogo no mesmo intervalo.
Condições Climáticas e Previsão Regional
O risco elevado é sustentado por condições meteorológicas extremas previstas para o período de quinta-feira (6) a domingo (9):
-
Zonas Críticas (Norte, Nordeste, Pantanal e Bolsão): Tempo firme, altas temperaturas e índices de umidade relativa do ar em níveis críticos, variando entre 15% e 30% — valores muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
-
Zonas em Atenção e Observação: A maior parte do estado permanece nos níveis de “atenção” e “alerta”. Apenas municípios da faixa Sul encontram-se em nível de “observação”.
-
Frente de Chuva no Sul e Sudoeste: Diferente do Norte e do Pantanal, as regiões Oeste, Sudoeste, Sul e Sudeste têm previsão de instabilidades e chuvas, com acumulados estimados entre 10 mm e 70 mm.
Mobilização e Combate
Para mitigar a proliferação do fogo e atuar no combate direto às chamas na vegetação seca, o Corpo de Bombeiros Militar de MS já mobilizou mais de 607 bombeiros militares desde o início de 2026. As equipes permanecem em estado de prontidão nas bases operacionais avançadas ao longo da calha pantaneira e nos pontos de maior vulnerabilidade do estado.
Imagem: Divulgação





