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El Niño ‘muito forte’ deve atingir o Brasil até o início de 2027 e acende alerta máximo para desastres naturais e eventos climáticos extremos

Bulhõesdigital

O fenômeno meteorológico El Niño — caracterizado pelo aquecimento anormal e sustentado das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial — deve se intensificar significativamente ao longo do segundo semestre de 2026, atingindo seu ápice entre a primavera e o início do verão.

De acordo com o boletim integrado de órgãos federais, há 100% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo e se prolongar até o início de 2027, podendo alcançar o patamar de “muito forte” (quando a anomalia de temperatura da água supera 2 °C).

A alteração na circulação atmosférica global modificará o transporte de umidade e a frequência de frentes frias, aumentando a vulnerabilidade das cinco regiões brasileiras a desastres naturais como enchentes, secas severas, queimadas e ondas de calor.

Impactos Esperados por Região do Brasil

Região Padrão Climático Previsto Principais Riscos e Impactos Registrados
Sul Chuvas volumosas e acima da média histórica. Enchentes, alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos e atrasos no manejo agrícola por excesso de umidade no solo.
Norte Redução drástica das chuvas e calor extremo. Estiagem severa na Amazônia, vazante dos rios (comprometendo a navegação), ressecamento da vegetação e alto risco de incêndios florestais.
Nordeste Encurtamento da estação chuvosa e seca prolongada. Pressão sobre reservatórios e açudes, perdas na agricultura de subsistência e agravamento do quadro de seca moderada/grave (atingindo ~40% da área).
Centro-Oeste Atraso no início das chuvas e calor elevado. Ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e propensão a queimadas no Cerrado/Pantanal. Tempo seco favorece apenas a colheita do milho e algodão.
Sudeste Irregularidade das chuvas e temperaturas muito altas. Ondas de calor duradouras, aumento na demanda por energia elétrica/água e maior evaporação do solo.

Recomendações da Defesa Civil e Órgãos de Monitoramento

Diante da consolidação do cenário de risco, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Cemaden recomendam as seguintes medidas de prevenção e autoproteção:

  1. Acompanhamento de Alertas: Cadastrar o CEP junto à Defesa Civil via SMS (enviando o CEP para o número 40199) para receber avisos meteorológicos e de desastres em tempo real.

  2. Mapeamento Familiar: Identificar previamente rotas de fuga e áreas seguras para evacuação em municípios suscetíveis a alagamentos ou enxurradas.

  3. Uso Consciente de Recursos: Em regiões afetadas pela seca (Norte/Nordeste/Sudeste), adotar o consumo racional de água potável e evitar queimadas e fogueiras em vegetação seca.

Imagem: Divulgação

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