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‘Beijo’ fica pronto em MS e Brasil encontra Paraguai com Ponte da Rota Bioceânica

Dândara Genelhú

O ‘beijo’ entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai aconteceu na segunda semana de julho. Nesta sexta-feira (10), o prefeito de , Nelson Cintra (PSDB), disse que o encontro dos lados da ponte da Rota Bioceânica está finalizado.

A etapa de união das partes, Porto Murtinho (BR) e Carmelo Peralta (PY), acontece após cerca de quatro anos de obras. “A parte do piso em cima ainda vai [estar em obras por] mais uns três meses. O encontro, a ligação Brasil-Paraguai, terminou”, garantiu Cintra ao Midiamax.

Assim, a conclusão do “beijo da aduelas” pode ganhar comemoração internacional. Autoridades paraguaias e brasileiras são esperadas para o evento de celebração da etapa finalizada.

Ao Midiamax, Cintra destacou que a obra bioceânica irá facilitar a economia e também a vida cotidiana de quem mora na fronteira. “Porque toda a ligação aqui, tudo era por balsa. De barco, pela água. Agora, não; agora, a gente vai poder passar na ponte pro outro lado”, explicou.

Ponte Heitor Miranda

A pedra fundamental da Ponte Bioceânica foi lançada em dezembro de 2021. Em janeiro de 2022, as obras foram iniciadas.

Por fim, vale lembrar que a ponte se chama Heitor Miranda. Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 780/23, que denomina de Heitor  dos Santos um trecho da ponte que liga Mato Grosso do Sul ao Paraguai. O trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, integra a Rota Bioceânica.

Ponte que liga o Brasil ao Paraguai. (Reprodução, Prefeitura de Porto Murtinho)

Rota Bioceânica

Mato Grosso do Sul está no centro de uma obra ambiciosa para a logística e a integração comercial internacional: a Rota Bioceânica, também chamada de Bioceânica de Capricórnio. O corredor vai ligar o Brasil ao litoral do Pacífico, atravessando o Paraguai, a Argentina e o Chile.

A ponte do lado brasileiro encerrou 2025 com 80% de conclusão e previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026. Mas, afinal, por que essa ponte representa uma mudança tão significativa para a economia do país, especialmente para Mato Grosso do Sul?

O corredor efetivamente reduzirá tempo e custo do transporte até os portos do Pacífico, além de beneficiar o agronegócio e o setor exportador.

A rota também reduzirá em até 17 dias o transporte Brasil-Ásia, consequentemente gerando economia no escoamento de produtos. Vale destacar que a China é um dos principais parceiros comerciais e grande importadora de carne produzida em Mato Grosso do Sul.

Para o Estado, a rota representa uma verdadeira transformação estrutural: corredores rodoviários aprimorados, acesso facilitado à logística internacional e um novo canal para exportações. Dessa forma, MS ganha competitividade para seus produtos, sobretudo carnes e commodities agropecuárias.

Ponte faz parte do projeto da Rota Bioceânica. (Reprodução, Prefeitura de Porto Murtinho)
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