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Guerra ao Mosquito: Ações intensificadas da Prefeitura reduzem taxa de positividade da dengue para 25,56% em Costa Rica

Bulhõesdigital

O município de Costa Rica está colhendo os frutos de uma estratégia agressiva e continuada contra o mosquito Aedes aegypti. Dados consolidados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pelo Departamento de Controle de Vetores apontam uma queda progressiva e consistente na proporção de casos confirmados de dengue nos últimos três anos. O avanço é resultado direto do cruzamento entre bloqueio químico, visitas domiciliares em massa e o uso de armadilhas tecnológicas de monitoramento biológico.

A curva epidemiológica da doença na cidade demonstra o tamanho do recuo do vírus. Em 2024, Costa Rica registrou 2.169 notificações, com 1.111 confirmações (uma taxa de positividade de 51,22%). No ano seguinte, em 2025, os casos suspeitos caíram para 922, com 320 exames positivos (34,71%). Agora, no balanço parcial de 2026, o município contabiliza 583 notificações e apenas 149 confirmações, derrubando o índice de positividade para o patamar atual de 25,56%.

Cinco Meses de Cerco Fechado nos Bairros

O trabalho de campo ganhou força total entre os meses de janeiro e maio de 2026, período que historicamente concentra o maior índice de chuvas e calor na região do Bolsão. Os agentes de saúde e vetores dividiram o mapa urbano em três frentes de ataque técnico:

  • Varredura Estratégica: Realização de 270 vistorias minuciosas em pontos críticos de alta rotatividade de materiais, como borracharias, ferros-velhos, oficinas e no cemitério municipal, onde o acúmulo de água parada é monitorado quinzenalmente;

  • Bloqueio Químico: Aplicação direcionada de inseticida por meio de bombas em 770 quarteirões prioritários, cortando a Linha de transmissão do mosquito adulto logo após a notificação de casos suspeitos;

  • Célula Domiciliar: Execução de impressionantes 37.400 visitas de rotina em residências e comércios. Além de eliminar larvas, os agentes focaram na educação em saúde, transformando moradores em fiscais de seus próprios quintais.

A conscientização também invadiu o ambiente escolar. Em uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), palestras lúdicas foram aplicadas em creches e escolas municipais, ensinando crianças e adolescentes a identificarem criadouros dentro de casa.

Tecnologia Ovitrampa Mapeia os Ovos do Inseto

Um dos grandes diferenciais da campanha de 2026 foi a consolidação do Projeto Ovitrampa, iniciado em março. A técnica consiste na instalação estratégica de armadilhas biológicas (pequenos vasos com palhetas de madeira e uma solução atrativa) que simulam o ambiente perfeito para a fêmea do Aedes aegypti depositar seus ovos.

Entre março e maio, as equipes coletaram e analisaram aproximadamente 4.100 ovos nas armadilhas. Esse monitoramento de densidade populacional permite que a Vigilância Epidemiológica monte um “mapa de calor” da cidade, sabendo exatamente quais bairros ou ruas estão com maior infestação de mosquitos antes mesmo que as pessoas comecem a adoecer, direcionando os mutirões de limpeza de forma cirúrgica.

Alerta Geral: Os Riscos das Três Arboviroses

A Secretaria de Saúde reforça que, apesar dos números positivos, baixar a guarda não é uma opção, visto que o Aedes aegypti é o vetor de três doenças graves que sobrecarregam o sistema público hospitalar:

  1. Dengue: Causa febre alta, dores profundas no corpo e atrás dos olhos, prostração extrema e, na sua forma grave (hemorrágica), pode levar ao óbito;

  2. Zika Vírus: Associada a sérias complicações neurológicas, como a Síndrome de Guillain-Barré, e causadora de microcefalia e malformações congênitas em bebês quando contraída por gestantes;

  3. Chikungunya: Ataca severamente as articulações do corpo, provocando inflamações agudas que geram dores crônicas incapacitantes por meses ou anos.

O secretário de Saúde de Costa Rica, Daniel Rayckson Lemos Santos, enfatizou que o sucesso da estabilização da doença depende de uma responsabilidade estritamente compartilhada entre o governo e a comunidade. “A responsabilidade não é somente do poder público. Cada morador precisa contribuir ativamente na eliminação dos criadouros existentes em suas residências. A união entre a administração municipal e a população é essencial”, conclamou o chefe da pasta.

Imagem: Divulgação

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