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Êxodo Industrial: Carga tributária e energia cara empurram 232 empresas brasileiras para o Paraguai

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O cenário econômico brasileiro enfrenta um desafio crescente à sua competitividade: a migração de investimentos para o país vizinho. Um levantamento recente aponta que 232 empresas brasileiras já transferiram ou abriram novas operações no Paraguai, fugindo do que empresários chamam de “Custo Brasil”.

O movimento, que ganha força a cada ano, é impulsionado por um tripé que o Paraguai oferece com fartura: impostos baixos, energia barata e desburocratização.

Os Três Pilares da Competitividade Paraguaia

Para entender por que o Paraguai se tornou o “oásis” da indústria brasileira, é preciso comparar as realidades operacionais:

  1. Custo de Energia: Devido à sua parte na produção de Itaipu e à menor demanda interna, a energia elétrica no Paraguai chega a ser 60% mais barata do que no Brasil. Para indústrias eletrointensivas (plásticos, têxteis, metalurgia), esse fator é decisivo.

  2. Incentivos Fiscais (Lei de Maquila): O sistema tributário paraguaio é simplificado (conhecido como “triplo 10”: 10% de IVA, 10% de Imposto de Renda Pessoa Física e 10% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica). Além disso, a Lei de Maquila permite a importação de máquinas e matéria-prima com suspensão de impostos, desde que o produto seja exportado.

  3. Rentabilidade Turbinada: Empresários relatam que a migração permitiu um salto nos lucros, com casos de até 150% de aumento na rentabilidade em comparação com a operação em solo brasileiro.

O Impacto para o Brasil: Desindustrialização e Desemprego

Especialistas alertam que este não é apenas um movimento contábil, mas uma perda estrutural para o Brasil:

  • Perda de Empregos: Fábricas que poderiam estar gerando postos de trabalho em estados como Mato Grosso do Sul ou Paraná acabam contratando mão de obra paraguaia.

  • Desindustrialização: O Brasil deixa de processar matéria-prima, passando a importar produtos acabados de empresas que, originalmente, eram brasileiras.

  • Arrecadação: Embora a carga tributária brasileira seja alta, a saída das empresas resulta em zero arrecadação, agravando o déficit fiscal a longo prazo.

Comparativo: Brasil x Paraguai

Fator Brasil Paraguai
Complexidade Tributária Alta (uma das maiores do mundo) Baixa (Simples e direta)
Custo de Energia Elevado e com muitos encargos Até 60% inferior
Burocracia Lenta e regulatória Ágil e focada em atração
Segurança Jurídica Questionável e volátil Estável para investidores estrangeiros

Imagem: Divulgação

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