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Pacto pela Cultura: Assembleia em Coxim define novos conselheiros e traça metas para recursos da Lei Aldir Blanc

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A noite da última sexta-feira (15 de maio) foi um marco para a classe artística de Coxim. Em Assembleia Geral realizada na Câmara Municipal, artistas, coletivos e gestores públicos alinharam os ponteiros para a reestruturação das políticas culturais da cidade. O encontro resultou em avanços práticos, como a formação do novo Conselho Municipal de Cultura e o planejamento para a execução de verbas federais.

O evento reforçou a cooperação entre os poderes Executivo e Legislativo com a sociedade civil, visando profissionalizar a gestão cultural no município.


Reestruturação do Conselho Municipal

Um dos pontos centrais da plenária foi a ocupação das cadeiras do Conselho Municipal de Cultura, órgão essencial para a fiscalização e transparência na aplicação de recursos.

  • Composição: Foram definidos cinco titulares e quatro suplentes voluntários.

  • Vaga Aberta: Para garantir a pluralidade, os segmentos de artesanato e gastronomia ganharam prazo até esta segunda-feira (18 de maio) para indicar o representante da última vaga restante.

  • Transparência: A reativação do conselho é uma exigência para que o município possa gerir editais de fomento com segurança jurídica.


Recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Coxim (Funrondon), Darinei Neri, apresentou o compromisso técnico de detalhar o cronograma de editais. A prioridade é garantir que os recursos da PNAB cheguem na ponta, beneficiando o trabalhador da cultura local.

O prefeito Edilson Magro destacou que a gestão busca resgatar a identidade coxinense: “Sempre estivemos de portas abertas. Trabalhamos para apoiar os artistas locais e buscar recursos para que o setor continue crescendo”, afirmou.


Patrimônio e Identidade: Do Pé de Cedro às Ceramistas

O debate também se voltou para a proteção do patrimônio histórico de Coxim. O professor Paulo Carvalho, delegado da cultura de MS na Conferência Nacional, propôs um seminário com a participação do IPHAN.

  • Foco: Salvaguardar símbolos como a memória do Pé de Cedro e a técnica tradicional das ceramistas.

  • Artesanato: Carvalho sugeriu que os artesãos busquem modelos jurídicos para gerir espaços próprios, valorizando a identidade popular da região.


Canal Permanente de Diálogo

Diferente de reuniões isoladas, a assembleia instituiu um canal de comunicação permanente. Líderes de movimentos culturais e a prefeitura realizarão reuniões mensais para monitorar o cumprimento das metas aprovadas e a execução dos editais da Funrondon.

Para o secretário de Desenvolvimento, Saimon Cândido, a assembleia foi um momento histórico de escuta ativa: “A cultura não se constrói sozinha; ela nasce da participação coletiva”.

Imagem: Divulgação

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