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Ouro Verde: Setor florestal deve gerar 24 mil novos empregos e acelerar migração para MS até 2032

Bulhõesdigital

O avanço imparável da silvicultura e da indústria de celulose consolidou Mato Grosso do Sul como o principal destino de trabalhadores em busca de oportunidades no Brasil. Segundo projeções do setor e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a atividade florestal deve abrir 24 mil novas vagas de emprego até 2032.

Atualmente, o estado já lida com um “apagão” de mão de obra, registrando cerca de 38 mil vagas em aberto, o que tem atraído um fluxo migratório constante de profissionais de todas as regiões do país, especialmente do Norte e Nordeste.


O Fenômeno MS Florestal

O crescimento de empresas do setor impressiona pela velocidade. A MS Florestal é um exemplo claro desse “boom”:

  • 2023: 600 colaboradores.

  • 2025: 2.724 colaboradores.

  • Crescimento: Alta de 358% em apenas dois anos.

Este salto não é apenas quantitativo, mas qualitativo. O perfil do trabalhador do eucalipto mudou: hoje, além do operador de máquinas, as empresas buscam pilotos de drones e especialistas em Inteligência Artificial para monitoramento e produtividade das florestas.


Migração e População em Ascensão

A oferta abundante de trabalho está redesenhando o mapa demográfico do estado. Segundo o IBGE, a população de MS deve ultrapassar os 3 milhões de habitantes nos próximos anos, impulsionada por histórias como as de:

  • Cícero Gomes da Silva: Auxiliar de campo que deixou o Piauí em busca de estabilidade.

  • Ludimilla Bastos: Nutricionista baiana que hoje atua na gestão de alimentação das equipes florestais.

Cerca de 15% dos colaboradores das grandes empresas florestais são oriundos de outros estados, enquanto a estratégia de contratação local foca em manter até 80% de mão de obra recrutada nos próprios municípios de operação, como Água Clara e Bataguassu.


Desafios da Gestão Pública

Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, o foco da administração estadual mudou de patamar.

“Hoje o maior desafio não é mais infraestrutura, mas sim mão de obra qualificada. O estado reduziu a dependência de programas sociais e ampliou o acesso ao mercado de trabalho”, explica Falcette.


Diversificação: Além da Celulose

Embora o eucalipto seja o carro-chefe, o cenário de pleno emprego em Mato Grosso do Sul é reforçado por outras cadeias:

  • Suinocultura: Expansão de frigoríficos e granjas em Dourados e região.

  • Proteína Animal: Crescimento das indústrias de aves e bovinos.

Imagem: Divulgação

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