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Caboclinho-do-pantanal e pintado ganham proteção internacional

Por Izabela Cavalcanti e Inara Silva

Mais dois animais do Pantanal passaram a fazer parte dos chamados apêndices da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres). Isso significa que eles precisam de proteção internacional ou que estão em extinção.
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“O caboclinho-do-pantanal e o pintado foram para o anexo dois, que implica que os países todos por onde essa ave migra, agora vão elaborar o plano de trabalho para proteção”, disse.

De tudo o que foi discutido na Convenção, Capobianco destaca a urgência no cuidado com as espécies migratórias. “A confirmação de que o cuidado com as espécies migratórias é urgente”, pontuou.

Dentro da convenção existem os apêndices I e II. O primeiro se refere aos animais em perigo de extinção e o segundo, aos que precisam de cooperação internacional para serem preservados. O caboclinho-do-pantanal e o pintado foram confirmados no segundo apêndice. A ariranha, que já foi confirmada, aparece nos dois.

“Aqui foi apresentado o relatório atualizado da situação dessas espécies, mostrando que o quadro é grave, portanto, é necessário mais empenho, e isso foi aqui aprovado. Mais empenho, mais dedicação, mais investimento. Isso foi reforçado, então, a convenção ganhou capacidade de ser mais efetiva e contribuir ainda mais no futuro próximo”, completou.

Propostas – A inclusão do caboclinho foi feita pelo Brasil e pela Argentina. A ave percorre um vasto espaço entre os dois países, além de passar pelo Paraguai e pela Bolívia. No Brasil, ele escolhe o Pantanal entre os meses de outubro e março e acredita-se que ele busque o bioma para reprodução.

O pintado é uma espécie que foi reconhecida oficialmente como ameaçada em Portaria do Ministério do Meio Ambiente de julho de 2022. Também foi classificada como vulnerável, conforme critério da União Internacional para a Conservação da Natureza. A proposta de cooperação internacional para sua preservação é do governo brasileiro.

A distribuição da espécie abrange as bacias dos Rios São Francisco e da Prata (incluindo as sub-bacias do Rio Paraná-Paraguai e do Rio Uruguai), nos territórios da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai.

Um pouco mais cedo, a ariranha também foi confirmada como espécie em extinção. Foi a França que propôs a proteção dela.

Entre o Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, estima-se uma população de 3.950 indivíduos, a maior no País, que ao todo possui 4.659. A ariranha foi incluída em 1999 na lista de animais ameaçados da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

No documento que o país europeu apresentou, o animal está sob inúmeras ameaças, como a poluição, a pesca excessiva e os conflitos com pescadores, além de rodovias e barragens hidrelétricas.

(Foto: eBird/John C. Mittermeier)

campograndenews

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