Em abertura da COP15, Riedel defende modelo de desenvolvimento aliado à preservação de biomas

Bulhõesdigital
CAMPO GRANDE (MS) – Mato Grosso do Sul tornou-se, neste domingo (22 de março de 2026), a capital mundial da conservação ambiental. Durante a abertura do Segmento de Alto Nível da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS COP15), no Centro de Convenções Gil de Camilo, o governador Eduardo Riedel reafirmou o compromisso do Estado com um modelo econômico que integra produção e preservação.
O evento contou com uma mesa de autoridades de peso, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
O Pantanal como Ativo Global
Em seu discurso, Riedel destacou a singularidade do território sul-mato-grossense, que abriga o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pantanal — este último com 84% de sua vegetação nativa preservada. O governador enfatizou que proteger o bioma não é apenas uma meta local, mas uma necessidade para manter fluxos ecológicos internacionais.
“O que diferencia o Mato Grosso do Sul é como escolhemos desenvolver. Fizemos com o entendimento claro de que desenvolvimento e conservação não são opostos. Precisamos de incentivos inteligentes que tornem a conservação uma escolha economicamente viável”, afirmou Riedel.
Diplomacia das Espécies Migratórias
A escolha de Campo Grande para sediar a COP15, logo após a COP30 realizada em Belém (2025), simboliza o reconhecimento internacional do Pantanal como ponto logístico vital. O bioma serve de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves que migram desde o Canadá até a Patagônia.
O presidente Lula reforçou a mensagem de que a natureza não conhece fronteiras:
“A onça-pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas. A sobrevivência dessas espécies depende de ação coletiva”, pontuou o presidente.
A ministra Marina Silva complementou, defendendo políticas integrais que reconheçam a interdependência entre os países da América do Sul para a manutenção da biodiversidade.
Desafios e Oportunidades
Até o dia 29 de março, representantes de 133 países debaterão os impactos de obras de infraestrutura em habitats naturais e as rotas de migração. Para o Governo de Mato Grosso do Sul, representado também pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck, a conferência é a oportunidade de consolidar o Estado como uma “potência ambiental” que gera valor a partir da natureza preservada.
Imagem: Divulgação



