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CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e ouve depoentes hoje

Bulhõesdigital

A manhã desta quinta-feira (26 de fevereiro) é decisiva para a CPMI do INSS. O colegiado reúne-se em Brasília para deliberar sobre uma extensa pauta de 87 requerimentos que podem mudar o rumo das investigações sobre descontos irregulares e fraudes em benefícios de aposentados.

O foco principal está na votação de quebras de sigilo bancário e fiscal de figuras centrais, incluindo Fabio Luis Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, além de novos pedidos de explicações a instituições bancárias.


Os Alvos da Votação

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reforçou que o colegiado busca uma atuação técnica e apartidária:

  • Quebras de Sigilo: Foco em nomes ligados a empresas de tecnologia e consultoria suspeitas de operar esquemas dentro da previdência.

  • Instituições Financeiras: Convocação de representantes de bancos para explicar como descontos não autorizados foram efetuados diretamente na folha de pagamento de segurados.


Depoimentos do Dia: O Triângulo da Investigação

Após a votação dos requerimentos, a CPMI passará à fase de oitivas com três nomes considerados “peças-chave”:

  1. Paulo Camisotti: Filho e sócio de Maurício Camisotti (atualmente preso). A família é investigada por suposta fraude em larga escala envolvendo entidades que aplicavam descontos indevidos em aposentadorias.

  2. Edson Cunha de Araújo (Deputado do Maranhão): Citado pela Polícia Federal em esquemas que envolvem recursos de federações de pescadores e aquicultores.

  3. Cecílio Galvão: Advogado e sócio de empresas de serviços previdenciários. É investigado pelo recebimento de aproximadamente R$ 4 milhões de entidades sob suspeita.


Corrida Contra o Tempo e o STF

A comissão enfrenta um impasse político e temporal:

  • Prazo Final: Oficialmente, os trabalhos encerram-se no fim de março.

  • Prorrogação: Diante da falta de resposta de Davi Alcolumbre sobre a extensão do prazo, os parlamentares planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que as investigações não sejam interrompidas antes da análise dos documentos sigilosos.

“A minha ideia é colocar todos os nomes ali. Aqui não tem esquerda, não tem direita, não tem parentes de presidente”, afirmou o senador Carlos Viana.


Impacto para o Aposentado

A CPMI investiga o chamado “derrame” de associações que, sem consentimento, filiam aposentados e descontam mensalidades de seus benefícios. A quebra de sigilos deve revelar o caminho do dinheiro e quem são os verdadeiros donos dessas entidades que movimentam milhões de reais mensalmente.

Imagem: Divulgação

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