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A temperatura política subiu no Salão Verde da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (25). O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira (PL), uniu-se a um grupo de parlamentares da oposição para protocolar um pedido de impeachment coletivo contra 16 ministros do primeiro escalão do governo federal.
O movimento, liderado formalmente pela deputada Carol De Toni (PL-SC), acusa os chefes das pastas de falta de transparência e desrespeito ao Poder Legislativo.
O Motivo do Conflito: Falta de Respostas
Presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária, Rodolfo Nogueira justificou sua assinatura no documento baseando-se em dificuldades enfrentadas na fiscalização do Executivo:
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Descumprimento de Prazos: O deputado alega que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, atrasou em mais de 30 dias a resposta a um requerimento oficial da comissão.
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Silêncio Administrativo: Nogueira afirmou que outros pedidos de informação seguem sem qualquer retorno por parte do governo.
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Fiscalização Travada: Segundo o parlamentar, há um “verdadeiro descaso” do Governo Lula com as comissões da Casa, o que impediria o dever legal de fiscalizar as contas e ações públicas.
“A transparência do Governo Lula é zero e o respeito também é zero”, disparou o deputado sul-mato-grossense durante o anúncio.
Os Alvos do Pedido de Impeachment
O documento atinge nomes centrais da Esplanada dos Ministérios, abrangendo áreas que vão da economia à defesa:
| Ministério | Ministro(a) |
| Fazenda | Fernando Haddad |
| Saúde | Alexandre Padilha |
| Educação | Camilo Santana |
| Agricultura e Pecuária | Carlos Fávaro |
| Desenvolvimento Agrário | Luiz Paulo Teixeira |
| Defesa | José Múcio Monteiro Filho |
| Relações Exteriores | Mauro Vieira |
| Povos Indígenas | Sônia Guajajara |
| Cidades | Jader Barbalho |
| Outros 7 ministros de pastas como Gestão, Esportes e Previdência. | – |
Próximos Passos e Cenário Político
Para que o processo de impeachment de ministros de Estado avance, o pedido precisa ser analisado pela Mesa Diretora da Câmara. Juridicamente, os ministros podem ser processados por crimes de responsabilidade se for comprovado que deixaram de atender, sem justificativa, pedidos de informações do Congresso Nacional.
A base governista, por outro lado, encara a medida como um movimento político da oposição para desgastar a imagem do governo e travar a pauta legislativa.
Imagem: Divulgação





