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Mato Grosso do Sul vive um momento de transformação logística que impacta diretamente a segurança nas estradas. Em entrevista, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), João Paulo Pinheiro Bueno, detalhou como a consolidação do Corredor Bioceânico e a expansão da indústria de celulose estão redesenhando o mapa rodoviário do estado.
O fluxo de veículos pesados e de turistas estrangeiros (argentinos e chilenos) cresceu, exigindo novas estratégias para uma corporação que conta com cerca de 615 policiais para monitorar mais de 4 mil quilômetros de malha federal.
O Peso do Progresso
A região leste (Três Lagoas/Ribas do Rio Pardo) e a fronteira oeste (Corumbá) são os pontos críticos.
“A BR-262 tem um trânsito intenso… concentra muito tráfego pesado de minério e celulose. A nossa preocupação é quando veículos de passeio se encontram com esse fluxo, principalmente dentro dos perímetros urbanos”, alertou Bueno.
Mudança no Perfil do Crime
Um dado alarmante apresentado pelo inspetor é a mudança na “commodities” do crime organizado. Se antes a maconha dominava as ocorrências, hoje o estado é rota da cocaína, droga de maior valor agregado.
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O Salto: Há cinco anos, a PRF apreendia cerca de 2 toneladas da droga/ano. Em 2025, o volume saltou para 14 toneladas.
Tecnologia contra o déficit
Para suprir a demanda com o efetivo atual, a PRF aposta em tecnologia: drones, sistemas de monitoramento e viaturas com internet via satélite garantem a fiscalização em áreas de “sombra” (sem sinal de celular), comuns no interior do estado.
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