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Após dois anos de ajustes técnicos, adiamentos e batalhas jurídicas, o projeto de infraestrutura mais aguardado da região leste de Mato Grosso do Sul vai finalmente sair do papel. O Governo do Estado assina, na próxima segunda-feira (2 de fevereiro), o contrato de concessão da chamada “Rota da Celulose” com o consórcio Caminhos da Celulose, liderado por um fundo de investimentos da XP.
A cerimônia marca o início de um novo ciclo para a logística estadual. A concessão prevê a gestão privada de 870 quilômetros de rodovias (estaduais e federais) pelo prazo de 30 anos. A previsão é que sejam injetados R$ 6,9 bilhões em obras de duplicação, manutenção, acostamentos e serviços aos usuários.
Trajetória Conturbada
O processo, iniciado ainda em 2023, enfrentou um caminho tortuoso até a formalização. O projeto chegou a ter um primeiro leilão “deserto” (sem interessados), obrigando o Estado a refazer modelagens. Posteriormente, houve troca do vencedor e disputas judiciais que travaram o andamento.
A superação desses entraves é vista como uma vitória política e econômica, destravando gargalos logísticos históricos.
Impacto Regional
A “Rota da Celulose” abrange nove municípios, cortando o coração agroindustrial do estado. As rodovias são vitais para:
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Indústria de Celulose: Principalmente em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.
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Setor Sucroalcooleiro: Facilitando o transporte de cana e etanol.
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Agropecuária: Escoamento de grãos e gado.
Com a assinatura, a expectativa agora se volta para o cronograma de obras e o início da operação dos pedágios e serviços de socorro mecânico e médico nas vias.
Imagem: Divulgação





