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O que é o Vírus Nipah (NiV)?

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  • Transmissão: Ocorre pelo consumo de alimentos (como suco de tâmara) contaminados por saliva ou urina de morcegos infectados, ou pelo contato direto com porcos e pessoas doentes.

  • Sintomas: Variam de problemas respiratórios agudos a encefalite fatal (inflamação no cérebro).

  • Letalidade: É o ponto mais crítico, variando entre 40% e 75% nos surtos registrados.

 Por que o alerta na Índia?

O estado de West Bengal e a região de Kerala têm histórico de surtos recorrentes. O fato de haver profissionais de saúde (enfermeiras) infectados indica a transmissão de humano para humano, o que exige protocolos de isolamento rigorosos, como a quarentena mencionada de 100 pessoas.

 É o risco de uma nova pandemia global?

Embora o termo “Nova Pandemia” seja frequentemente usado em manchetes para gerar alerta, há pontos que tornam a propagação global do Nipah mais difícil do que a de outros vírus:

  1. Baixa Transmissibilidade: Ao contrário da Covid-19 ou da gripe, o Nipah não se espalha tão facilmente pelo ar. A transmissão geralmente exige contato muito próximo com fluidos corporais.

  2. Letalidade “Contra o Vírus”: Vírus que matam o hospedeiro muito rápido tendem a ter dificuldade de se espalhar por grandes áreas, pois a pessoa fica incapacitada ou morre antes de circular e infectar muitos outros.

  3. Vigilância Ativa: A OMS já classifica o Nipah como uma doença prioritária para pesquisa e desenvolvimento, o que significa que laboratórios ao redor do mundo já monitoram esses surtos em tempo real.

Comparação de Riscos

Característica Vírus Nipah SARS-CoV-2 (Covid)
Letalidade Muito Alta (até 75%) Baixa (aprox. 1% a 2%)
Facilidade de Contágio Baixa / Moderada Muito Alta
Tratamento/Vacina Inexistente (em teste) Disponível
Principal Meio Fluidos e Alimentos Aerossóis (Ar)

Nota de rodapé: Atualmente, não há restrições de viagem ou alertas específicos para o Brasil decorrentes deste surto localizado na Índia. As autoridades brasileiras (Anvisa e Ministério da Saúde) monitoram portos e aeroportos como protocolo padrão para doenças de notificação internacional.

Imagem: Divulgação

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