XP Investimentos assume a “Caminhos da Celulose” em Mato Grosso do Sul

Bulhõesdigital
Uma nova fase para a infraestrutura de Mato Grosso do Sul começa nesta terça-feira (27). O Governo do Estado e o consórcio liderado pela XP Investimentos assinam o termo de transferência das rodovias que compõem a chamada “Rota da Celulose”. A nova concessionária, batizada de “Caminhos da Celulose”, passará a administrar 870,3 quilômetros de estradas federais e estaduais na região Leste.
A cerimônia marca o início de uma concessão de 30 anos, com previsão de investimentos superiores a R$ 10 bilhões em obras de ampliação e manutenção.
Trechos Contemplados
A concessão abrange corredores logísticos vitais para o escoamento da produção e o tráfego intermunicipal. As rodovias que passam para a iniciativa privada são:
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BR-262: Trecho entre Campo Grande e Três Lagoas.
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MS-040: Ligação entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.
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MS-338: Entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu.
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BR-267: Trecho entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.
Adeus às Cancelas: O Sistema Free Flow
Uma das principais novidades deste contrato é a tecnologia de cobrança. Quando o pedágio entrar em vigor, não haverá praças físicas com barreiras. Será implantado o sistema Free Flow (fluxo livre), onde pórticos instalados na rodovia fazem a leitura automática de tags ou das placas dos veículos, permitindo a passagem sem necessidade de parada ou redução brusca de velocidade.
Serão instalados 12 pórticos de cobrança. A tarifa prevista varia de R$ 5,15 a R$ 16,55, dependendo do trecho percorrido e do tipo de veículo.
Quando começa a cobrança?
O motorista não pagará pedágio imediatamente. O contrato estipula que a cobrança só pode iniciar após a concessionária cumprir as “obrigações iniciais”, o que deve levar até um ano. Antes de ligar os pórticos, a empresa precisa garantir:
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Padrões mínimos de regularidade no asfalto;
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Sinalização horizontal e vertical completa;
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Revisão dos sistemas de drenagem (fim de empoçamentos);
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Roçada e limpeza das margens.
Obras de Duplicação
As grandes obras de engenharia têm prazos específicos. As duplicações devem começar a partir do segundo ano de concessão. O cronograma prevê a duplicação de 86 km da BR-262 (entre a Capital e Ribas do Rio Pardo) e de um trecho próximo a Três Lagoas até o sexto ano de contrato. Já a duplicação na BR-267 deve iniciar no sétimo ano.
Ao todo, o projeto prevê 115 km de duplicações, 245 km de terceiras faixas e 38 km de contornos urbanos, além de dispositivos de segurança para a fauna local.
Imagem: Divulgação






