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A sexta-feira (16) terminou com uma mudança histórica e turbulenta no comando do São Paulo Futebol Clube. Em reunião híbrida realizada no Morumbis, o Conselho Deliberativo aprovou o processo de impeachment de Julio Casares, afastando-o preventivamente do cargo.
A decisão foi contundente. Para que o afastamento ocorresse, eram necessários 170 votos (dois terços do conselho). O grupo de oposição e conselheiros independentes superaram essa marca com folga:
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A Favor do Impeachment: 188 votos
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Contra: 45 votos
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Em Branco: 02 votos
Novo Comando: Quem é Harry Massis?
Com o afastamento de Casares, quem assume a cadeira presidencial imediatamente é o vice-presidente Harry Massis Júnior. Aos 80 anos, o empresário do ramo hoteleiro e de estacionamentos tem agora a missão de pacificar os bastidores do clube.
Em seu primeiro pronunciamento, Massis adotou um tom sóbrio, admitindo a gravidade do momento e citando “investigações em andamento”, sem entrar em detalhes específicos.
“Estou triste. Não era isso que eu queria. O São Paulo não merece o que aconteceu. Nunca gostaria de ter assumido assim”, desabafou o novo presidente, completando em seguida: “A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência.”
O Futuro: Sócios decidem em 30 dias
Embora Casares esteja fora da presidência neste momento, o processo político ainda não acabou. Pelo estatuto do clube, a decisão do Conselho Deliberativo funciona como uma admissibilidade do processo.
Agora, a palavra final será dos sócios do clube. Uma Assembleia Geral deve ser convocada em, no máximo, 30 dias.
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Se os sócios confirmarem: O impeachment é definitivo e novas eleições são convocadas.
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Se os sócios rejeitarem: Julio Casares retorna ao cargo.
A reunião que selou o destino de Casares contou com a participação de 223 conselheiros (168 presenciais e 55 online), com voto secreto.
Imagem: Divulgação





